Existe sapato unissex?

Esse e outros questionamentos em relação ao gênero e suas reverberações vem sendo feito há alguns anos pela sociedade em geral. Mais precisamente no mundo da moda, também conhecido como um espaço um pouco mais aberto e livre para as mais variadas discussões, essa questão também está sendo imensamente debatida, pois afinal, o que constitui o gênero? Para posicionar-se em relação à essa temática, muitas marcas já apresentaram e continuam apresentando novas coleções sempre sem a famosa distinção entre homem e mulher, colocando todas as suas peças, desde roupas, até calçados, a serviço das pessoas e não mais a serviço de apenas um gênero específico. Afinal, existe sapato unissex?

O sapato unissex e a moda agênera

Portanto, para responder logo a primeira pergunta do artigo… Sim! Existe sapato unissex. Muitos falam que futuramente, em uma “sociedade mais evoluída”, a distinção entre os gêneros não estará em vigor, fazendo com que as pessoas utilizem sempre peças que as fazem bem, confortáveis e felizes, independente do motivo de sua criação inicial.

E que fique bem claro, quem utiliza qualquer roupa, não é automaticamente um homossexual, até porque, a finalidade é que a roupa seja sem gênero, ou seja, tanto faz quem a utilize, ela em si, não é responsável por escolher ou apontar qual sexo aquela pessoa representa. Internacionalmente essa corrente de pensamento é chamada de “genderless”, o que corresponde ao nosso “agênero”.

Descubra se existe sapato unissex e onde eles estão.

Esse movimento surge com a finalidade de levar conforto para todas as pessoas, de diferentes tipos, estilos, raças e gostos. Assim, seremos capazes de integrarmos um maior número de pessoas e fazê-las com que estas sintam-se parte de um todo, ou seja, parte da sociedade, sem que haja uma distinção na maneira delas de se vestir ou que precisem se adequar à um estilo ou outro, sem sentirem-se bem.

Vanguardismo brasileiro

Apesar de muito novo e ainda engatinharmos nesse assunto, algumas marcas brasileiras já estão dando sinais de adequação e apoio aos novos costumes da sociedade. Uma campanha de 2016 da marca C&A no Brasil, foi muito importante para iniciar o debate de produtos agêneros. Nela, homens vestem roupas “femininas” e mulheres utilizam roupas que outrora eram “masculinas”.

Além dela, a Melissa, uma marca de calçados, lançou uma coleção inteira de “pisantes” sem gênero estabelecidos. Portanto, não importando se você é homem ou mulher, ou sente-se como um homem ou como uma mulher, se gostou do design e modelo daqueles calçados, automaticamente você é livre para escolher o que mais desejar, utilizá-lo e ser feliz.

Sapatilhas femininas: como e quando usar

Não faz muito tempo que as sapatilhas femininas invadiram as vitrines das lojas de calçados. E aparentemente elas vieram para ficar. Hoje elas podem tanto servir como um sapato social para as mulheres que não querem usar salto alto. Como também como um calçado casual e estiloso para um dia comum de verão.

Mas como as opções são tantas no mercado, será que estamos usando as sapatilhas corretamente? Abaixo você poderá ver algumas dicas de bons usos do sapato feminino mais querido do mercado.

Quando usar sapatilhas femininas

Quando usar sapatilhas femininas.

Claro que a cada ano uma nova tendência surge, mas as sapatilhas continuam lá. A tendência dita, no caso, os tons e modelos que vão ser utilizados na próxima estação. E quando o assunto é modelo, a lista passa a ser infindável de opções de sapatilhas femininas. Temos os modelos mais rebuscados com o toque mais sério e fino, já outras são mais corriqueiras e ideais para o uso diário. Algumas são ideais para se usar no verão. Tem também aquelas que imitam os sapatinhos femininos, outras que trazem uma séries de acessórios e a lista não para.

Não se trata de escolher o momento certo para usar sapatilha, mas sim a sapatilha certa para determinado momento. As sapatilhas ideais para o local de trabalho, por exemplo, são de couro, com detalhes em metal simples e com cores discretas. Agora se o ambiente é casual, use a sua criatividade e seu estilo, pois as sapatilhas podem combinar com qualquer peça de roupa quando bem escolhidas.

Basicamente, o recado é: as sapatilhas femininas podem ser utilizadas em qualquer situação. Levando em consideração, é claro, alguns pequenos truques que lhe mostraremos a seguir.

Sapatilhas femininas e diferentes estilos

Saiba escolher a sapatilha ideal para cada momento do dia.

As mulheres baixinhas se sentem fadadas a utilizarem os saltos altos para todos os lados, mas se a sapatilha for escolhida da forma certa, pode ser uma boa opção de sapato. No caso, mulheres baixas devem procurar sapatilhas femininas que são um pouco mais abertas na lateral e que mostram um pouco os dedos. Além de optar por cores mais claras que alongam mais a silhueta.

Quando o assunto é perna grossa, também precisamos tomar cuidados com as sapatilhas. Muitas mulheres sonham em ter pernas grossas, mas para aquelas que têm, a sapatilha pode ser um problema. O ideal nesse caso é escolher sapatilhas mais “enxutas”, com as laterais fechadas e que não deixem os pés esparramados para a lateral. Bicos mais finos também ajudam a tirar a atenção das pernas e pode ser uma boa escolha.

Mulheres: a polêmica sobre o uso do salto alto

A polêmica do salto alto não é de hoje, desde muito tempo surge, esporadicamente, alguma questão sobre o uso do salto em determinados locais. A questão foi revivida no começo do ano com a discussão no Reino Unido sobre a obrigatoriedade do uso do calçado em locais de trabalho e tem dado o que falar.

Atualmente com a crescente do movimento feminista, vemos ondas de mulheres que exigem que certos padrões antiquados caiam em desuso. E, nessa leva, o salto alto tem entrado em muitas discussões. Mas antes de falarmos as considerações sobre a polêmica do salto, vamos lembrar dos casos que marcaram esse assunto.

A polêmica do salto alto e seus causos

Dois casos memoráveis ficaram marcados quando o assunto é usar ou não o salto alto. No ano de 2015, a organização da premiação de Cannes (evento do audiovisual mundial) “barrou” mulheres no tapete vermelho por não estarem de salto alto. O caso rondou a premiação pelo resto do evento e gerou grandes manchetes em diversos jornais.

Ainda sobre essa discussão, algumas pessoas afirmaram que não existe nada no convite indicando que o uso do salto é obrigatório mas que seriam como algumas “regras de boa convivência”. É claro que isso não passou batido e teve até protesto por parte de algumas atrizes. Como Julia Roberts, Kristen Stewart e Sasha Lane que fizeram questão de entrar no tapete vermelho descalças.

Polêmica do salto alto: atrizes entram descalças no tapete vermelho.

Outra polêmica do salto alto que percorreu muitas notícias no mundo foi no ano passado. Quando uma recepcionista britânica foi impedida de trabalhar por não estar de salto alto. O caso fez voltar à tona as discussões sobre o código sexista adotado por algumas empresas. Que exigem que suas funcionárias utilizem salto alto, maquiagem e roupas que valorizem o corpo.

Nicola Thorp conta que tinha que trabalhar durante nove horas seguidas em pé levando os clientes da sala de recepção para as reuniões. E tudo isso tinha que ser feito de salto alto. Foi quando ela resolveu “bater o pé” e questionar qual era o envolvimento de seu calçado com a eficiência do seu trabalho.

A polêmica do salto atualmente

A polêmica do salto alto nos escritórios.

No incício de 2017 a questão voltou a ser discutida no Reino Unido. Tudo por conta de uma investigação que concluiu que empresas realmente adotam esse código sexista de bons modos no trabalho. Mas como a onda dos movimentos feministas está no seu auge, esse tipo de medida não irá mais passar impune.

Se a mulher quer usar o salto e se sente a vontade com isso, sem problemas. O mesmo com maquiagens e roupas quaisquer. A grande questão é permitir que a mulher, assim como o homem, possa ser avaliada segundo suas características profissionais. E não mais pela roupa que ela usa.